O que é o CNIS e por que ele é tão importante?
O CNIS, Cadastro Nacional de Informações Sociais, é o principal documento utilizado pelo INSS para reconhecer os vínculos de trabalho e as contribuições de cada segurado. É a base de dados onde estão registrados todos os empregos formais, salários, contribuições como autônomo, períodos de atividade rural, vínculos públicos e até mesmo recebimentos de benefícios anteriores.
Quando chega a hora de se aposentar, o CNIS é a ferramenta usada para calcular o tempo de contribuição e o valor do benefício. Portanto, qualquer erro, ausência de informação ou dado incorreto pode impactar diretamente sua aposentadoria, seja reduzindo o valor, adiando o direito ou até gerando uma negativa.
Os erros mais comuns no CNIS
Embora o CNIS seja um sistema essencial, ele está longe de ser infalível. Muitos segurados descobrem inconsistências apenas quando vão solicitar a aposentadoria, o que atrasa o processo ou prejudica o valor do benefício. Os erros mais frequentes incluem:
- Falta de vínculos empregatícios: empregos antigos, especialmente anteriores aos anos 2000, podem não aparecer no sistema.
- Salários de contribuição ausentes ou zerados: isso reduz a média usada no cálculo da aposentadoria.
- Contribuições feitas como contribuinte individual (autônomo) que não foram computadas.
- Dados duplicados ou com datas sobrepostas, que geram conflitos e confusão no histórico do segurado.
- Períodos de trabalho rural ou como servidor público não lançados ou mal integrados com o INSS.
Esses erros geralmente ocorrem por falhas de comunicação entre empregadores e o sistema da Previdência, problemas de registro nas bases antigas ou falhas no preenchimento de dados pelos próprios segurados.
Como verificar se há erros no seu CNIS?
Felizmente, é possível consultar o CNIS de forma rápida e gratuita. Basta acessar o site meu.inss.gov.br ou o aplicativo “Meu INSS”, entrar com seu CPF e senha, e buscar a opção “Extrato de Contribuições (CNIS)”. Nessa tela, você poderá ver todos os seus vínculos e contribuições registrados no sistema.
É fundamental observar:
- Se todos os empregos e vínculos estão listados.
- Se as datas de entrada e saída estão corretas.
- Se os salários de contribuição aparecem corretamente.
- Se há algum período com valores zerados, “em branco” ou “em análise”.
Caso encontre erros, é importante reunir documentos que comprovem a atividade exercida: carteira de trabalho (CTPS), contracheques, guias de recolhimento, carnês, declaração de tempo de contribuição, entre outros.
O que fazer se encontrar erros?
Se houver inconsistências, o segurado deve solicitar a retificação do CNIS junto ao INSS. Isso pode ser feito online, por meio do serviço “Atualização de Vínculos e Remunerações” no portal Meu INSS, ou mediante agendamento presencial, levando os documentos comprobatórios.
Em muitos casos, o INSS pode não reconhecer o período ou exigir documentos adicionais. Se a correção for negada de forma indevida, é possível buscar o reconhecimento desses vínculos ou contribuições na via judicial. Com a atuação de um advogado previdenciário, o segurado pode apresentar as provas corretas e obter o direito ao tempo de contribuição que o INSS se recusou a aceitar.
Conclusão: CNIS atualizado é sinônimo de aposentadoria segura
Deixar para verificar o CNIS apenas no momento da aposentadoria é um erro que pode custar tempo e dinheiro. O ideal é acompanhar periodicamente esse extrato ao longo da vida profissional, especialmente ao trocar de emprego ou fazer recolhimentos por conta própria. Um CNIS completo e sem falhas é o primeiro passo para garantir que, ao solicitar seu benefício, ele seja concedido com rapidez e no valor justo. Se você ainda não conferiu o seu, faça isso agora, e, se necessário, conte com orientação profissional para resolver qualquer pendência.